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10 livros para mergulhar na cultura irlandesa

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Cultura

10 livros para mergulhar na cultura irlandesa

Reconhecida internacionalmente pelos grandes nomes da literatura, a cultura irlandesa pode ser muito bem apresentada pelos livros e pela história de vida de seus escritores. Prova disso é o sucesso do passeio literário pelos pubs de Dublin – o The Dublin Literary Pub Crawl que atrai até mesmo turistas sem nenhum interesse em livros. Nesse passeio, dois atores introduzem os escritores e reproduzem trechos de suas obras em vários pubs ao caminharem pelas ruas da cidade. O roteiro é de aproximadamente duas horas e meia. A ideia é mostrar a relação dos pubs com a literatura e mostrar como essa cultura de bar começou e como foi importante para o comércio da escrita no país.

Entre os autores de destaque na cultura irlandesa estão Edna O’Brien, Samuel Beckett, Bernard Shaw, Mary Lavin, Eavan Boland, Paula Meehan, Seamus Heaney, Michael Longley, Bram Stoker, Oscar Wilde, James Joyce e muito mais. Com a ajuda do jornalista e escritor Frank Delaney, que julga prêmios literários, e com base em sua seleção de livros de destaques feita para o The Guardian, apresentamos 10 livros de escritores irlandeses. É um pouco da Irlanda retratada pela literatura. Os títulos estão em inglês para que não haja confusão caso você se interesse pelo livro e para incentivá-lo a buscar o original e praticar o idioma.

 

Ulysses, James Joyce

Ulysses tem que ser o primeiro. Um homem sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela noite, retorna ao lar. Foi em torno desse esqueleto enganosamente simples, quase banal, que James Joyce elaborou o que veio a ser o grande romance do século XX. Joyce ensinou a importância do diálogo naturalista.

Inspirado na Odisseia de Homero, Ulysses é ambientado em Dublin. Segue como um divisor de águas por conta do êxito do autor no principal ponto do romance: esticar e moldar a língua inglesa ao limite, a fim de retirar disso um retrato fiel, divertido e comovente do que se convencionou chamar de o “homem moderno”.

 

The Last September, Elizabeth Bowen

O exemplar foi escolhido pelo escritor porque representa Bowen e não meramente pelo seu conteúdo – que também é considerado por ele de grande valor. O ano é 1920. A obra conta a história de Sir Richard Naylor e sua família anglo-irlandesa em pleno período conhecido como troubles, quando começam os impasses com a supremacia protestante.

Troubles, JG Farrell

Parece certo que os top 10 romances irlandeses devem abordar a violência física e emocional que se formou na Irlanda moderna. JG Farrell escreveu muito sobre isso. Todos os seus livros eram de grande talento literário.

O romance conta a história de um oficial do exército britânico, o major Brendan Archer, que vai visitar Angela, a mulher que acredita ser a sua noiva. A casa onde ela vive e de onde ele não consegue sair, foi em tempos um grande hotel irlandês que está à beira da ruína. O militar unão se dá conta de que uma guerra pela independência está prestes a acontecer a sua volta.

 

Thy Tears Might Cease, Michael Farrell

Michael Farrell escreveu apenas um livro, passou toda sua vida fazendo isso, só falava dele, não viveu o suficiente para terminá-lo e assustou a todos com sua excelência quando o livro apareceu. O livro fala do período de 1916 e aborda a confusão na mente dos jovens entre o patriotismo e a sobrevivência pessoal. Uma das perguntas mais irritantes para os romancistas é: “Seu livro é autobiográfico?”. No caso de Michael Farrell a resposta seria: “totalmente”. Mas, como ele não está aqui para responder, é considerado um livro de ficção.

 

Fools of Fortune, William Trevor

Fools of Fortune aparece nessa lista entre os grandes livros que lidam com a questão irlandesa. Ninguém escreveu melhor sobre uma nacionalidade presente no país do outro – os irlandeses na Inglaterra ou o Inglês na Irlanda – e certamente nunca em um único volume.

 

The Year of the French, Thomas Flanagan

Foi uma emoção quando este livro foi publicado no final de 1970. Flanagan, um professor de história americana de ascendência irlandesa, traz o período em que os franceses chegaram ao oeste da Irlanda em 1798 e toda a Irlanda pensou que a liberdade estava por chegar.

 

Amongst Womenpor, John McGahern

McGahern escreveu o melhor romance que poderia ser chamado de “burguesia rural”, o pequeno agricultor com todas as suas emoções e opiniões. Conta a história de um velho republicano que teve a vida transformada para sempre por seus dias de glória como um líder guerrilheiro na Guerra da Independência. Agora, na velhice, vivendo fora do país, Moran está ainda lutando – com sua família, seus amigos, com ele mesmo – em uma luta comovente para chegar a um acordo com o passado.

 

The Country Girls, Edna O’Brien

Simples ao extremo, esse foi o primeiro livro de Edna O’Brien e mostra sua inocência e a evolução de seu talento. A escritora nasceu em 1932, no Condado de Clare, Irlanda, e em 1959 mudou-se para Londres. Começou a carreira como poeta, passando logo à ficção. Cinco de seus livros foram proibidos na Irlanda por causa da franqueza nos retratos da vida sexual de seus personagens.

 

Star of the Sea, Joseph O’Connor

Em 1847, muitos navios atravessaram o Atlântico transportando os irlandeses que fugiam da grande fome para a nova terra prometida e muitos escreveram sobre essa realidade na ficção. Mas ninguém fez tão bem como O’ Connor. Nesse livro, é preciso recuperar o fôlego em cada página.

 

Finnegans Wake, James Joyce

O jornalista e escritor Frank Delaney não diz que você deve ler esse livro todos os dias como uma espécie devoção Celta, mas sugere pegá-lo de vez em quando – essa é a mina de diamantes de Joyce. O livro é um dos grandes marcos da literatura experimental por ser escrito em uma linguagem composta pela fusão de outras palavras, em inglês e outras línguas, buscando uma multiplicidade de significados.

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