Au pair no intercâmbio: 5 pontos que merecem atenção
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Au pair no intercâmbio: 5 pontos que merecem atenção

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Trabalho

Au pair no intercâmbio: 5 pontos que merecem atenção

O conceito de au pair passou por transformações nos últimos anos, especialmente na Irlanda, onde o mercado de trabalho voltou a absorver mulheres com filhos dispostas a investir na profissão. Quando a relação au pair e intercâmbio ganhou espaço internacionalmente, a função representava maior convívio com nativos, imersão cultural e melhora no processo de aprendizado de um novo idioma. A mãe costumava ficar em casa ajudando a cuidar das crianças e o intercambista, quase sempre menina entre 18 e 30 anos, auxiliava a mãe durante um determinado período do dia. Tarefas domésticas leves eram comuns. Em troca, a família oferecia acomodação, alimentação e uma ajuda financeira conforme o combinado – nem sempre o equivalente ao salário mínimo. Nesse caso, a pessoa estava matriculada em um curso de línguas e, como au pair, era considerada membro da família durante toda a estadia. No entanto, o conceito de au pair já nem de longe se parecia com o de dona de casa ou babá.

Recentemente, para muitos intercambistas e para as próprias famílias, a função au pair mudou e se aproxima cada vez mais de um simples trabalho doméstico. A interação com a família ficou menor e as cuidadoras de criança passaram a ser responsáveis por limpeza da casa em muitas ocasiões e até por preparar refeições para toda a família. O salário, conforme denúncias recenetes feitas pelo Migrant Rights Centre Ireland (MRCI) a um jornal irlandês, no entanto,  chega a ser inferior ao mínimo – mesmo quando a pessoa já nem fica hospedada com família.

Ser au pair no intercâmbio continua sendo importante para a imersão cultural e a maiora das pessoas que tiveram essa experiência tem boas lembranças do convívio com as crianças e com a família. É preciso, apenas, deixar tudo esclarecido ainda antes de aceitar a oferta.

#1. Contrato

O contrato pode ser feito apenas oralmente, mas o ideal é que se tenha ao menos o combinado anotado de maneira formal para evitar complicações futuras tanto para a família quanto para o intercambista.

No caso de um contrato para trabalho doméstico, a função pode se estender para limpeza, preparo de refeições, cuidar de crianças ou idosos, lavar roupa, passar roupa e qualquer outra atividade relacionada aos cuidados com a família. No entanto, isso deve estar combinado e o salário não deve ser inferior ao mínimo.

#2. Morar com a família

Ao morar com a família, algumas despesas podem ser parcialmente deduzidas do salário de au pair, o que representa uma ajuda de custo para o empregador que oferece moradia, alimentação e, algumas vezes, até atividades de lazer para o intercambista recebido na família como au pair.

Para um trabalho de 20 horas semanais, com leve trabalho doméstico, o que inclui apenas manuntenção da ordem da casa, e ajuda com as crianças, o pagamento pode ficar um pouco abaixo do mínimo. Quando houver hora extra de trabalho, porém, essas horas serão pagas a mais. Vale reforçar que nessas condições o valor descontado para acomodação não é o mesmo que alguém pagaria por um quarto em uma casa de família, já que existe uma relação de troca.

A privacidade é outro ponto importante a ser considerado por quem decidir morar com a família. Você precisará seguir as regras da casa e se adaptar com a alimentação. Mas toda au pair deve ter direito ao tempo livre após cumprir as horas combinadas e não ser interrompida com atividades de trabalho.

#3. O que família não paga

Você não pagará aluguel, pelo menos não será descontado do seu salário um valor tão alto como é o de um quarto em um casa compartilhada na Irlanda. Porém, a família não é responsável por todas as suas despesas. Os itens de higine pessoal também não são pagos por eles, nem a alimentação diferenciada. A pessoa deve comer o mesmo que a família oferece e, caso tenha alguma restrição alimentar, deve combinar essa situação previamente.

No caso de um carro ser oferecido a au pair para trabalho, a família não paga combustível do carrro quando ele for usado para benefício pessoal, apenas quando o uso estiver relacioando às tarefas para a família, como buscar as crianças na escola. O mesmo se aplica para o uso do telefone.

#4. Morar em outra casa

Nesse caso, a relação que existe entre a família e a au pair é considerada nova. O trabalho se encaixa mais no conceito doméstico e o salário deve ser igual ao mínimo ou maior que 8.65 euros a hora. Normalmente a au pair chega para pegar as crianças na escola ou creche, prepara as refeições delas, promove algumas atividades de entretenimento e lazer e mantém a casa organizada.

Morar em outra casa tem a vantagem da independência de rotina. É um trabalho como tantos outros dos intercambistas e, exatamente por isso, o trabalho não deve ser superior a 20 horas semanais durante o período de curso.

#5. Direitos

Trabalhadores domésticos legalmente empregados têm os mesmos direitos e proteções de outros trabalhadores nos termos da lei irlandesa, mesmo sendo estrangeiro. Isso inclui direito a um contrato, recibo de pagamento, salário mínimo, férias e feriados, direito a descansos conforme leis trabalhistas, direito à privacidade e não ter documentos pessoas retidos pelo empregador.

A falta de domínio do idioma não significa que a pessoa tenha que se submeter às condições do empregador. É preciso trabalhar de acordo com a permissão do visto, mas, quando existe uma relação envolvendo uma pessoa que estabelece atividades a serem cumpridas (chefe), outra que as realiza (funcionário), com dinheiro em troca por essas atividades, essa é uma relação empregatícia e está regulamentada por lei. Outros direitos do trabalhador doméstico estão especificados aqui.

 

Leia também: saiba como funciona o programa de Au Pair nos Estados Unidos

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