Red Light District: conheça a história do bairro mais famoso de Amsterdã
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Red Light District: conheça a história do bairro mais famoso de Amsterdã

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Red Light District: conheça a história do bairro mais famoso de Amsterdã

O Red Light District é o bairro onde a prostituição e diversas outras empresas da indústria do sexo florescem na capital holandesa.

O termo Red Light District foi usado pela primeira vez em um artigo do The Sentinel, um jornal da cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos, do ano de 1894, e foi a partir daí que o nome e a fama do lugar se popularizaram pelo mundo.

Atração turística

De Wallen é o nome da área mais conhecida como Red Light District, em Amsterdã, e se tornou uma das principais atrações turísticas da cidade. Ele está localizado no coração da parte mais antiga da cidade, ao sul da Igreja Oude Kerk e próximo aos canais mais movimentados da capital holandesa. O distrito de Red Light funciona como uma rede de becos com mais de 300 cabines/quartos alugados por prostitutas que oferecem seus serviços por trás de uma janela ou porta de vidro, as famosas vitrines tipicamente iluminadas com luzes vermelhas.

Além da prostituição, a indústria do sexo fomenta e gira a economia do lugar com seus inúmeros sex shops, tetros e cinemas para maiores de 18, coffee shops e até mesmo museus do sexo.

Leia também: Três museus para quem quer conhecer o lado B de Amsterdã

A origem

O bairro existe desde o século XIV e era bem popular entre os marinheiros da época, por conter diversas destilarias e bares. O nome Wallen (paredes) refere-se às paredes de barragens de retenção medievais, que antes ficavam aos montes no centro antigo de Amsterdã.

A prostituição é legalizada na Holanda, mas restrita a lugares específicos. Apesar disso, apenas cidadãos da União Europeia podem trabalhar legalmente nessa indústria, uma vez que não há autorizações de trabalho ele é considerado ilegal e punido severamente pelo governo, com multas e até mesmo deportações em alguns casos.

Embora serviços de saúde e sociais estejam prontamente disponíveis na cidade, os trabalhadores do sexo não são obrigados a fazer exames regulares de saúde. Um estudo realizado pelo órgão responsável pelo Sistema de Saúde Holandês, descobriu que cerca de 7%  de toas as prostitutas holandesas são portadoras do vírus de HIV/Aids.

Por conta disso, donos de bordéis e operadores de sala muitas vezes exigem certificados de saúde antes de empregar alguma delas ou locar seus quartos.

Em setembro de 2007, o conselho nacional de Amsterdã, a mando do prefeito Job Cohen, obrigou o proprietário Charlie Geerts a fechar 51 janelas de prostituição que estavam sob sua administração por conta de denúncias de tráfico de pessoas e drogas nos locais. Isso fez com que os números de janelas no Distrito reduzisse em um terço.

Na época, autoridades de Amsterdã compraram 18 dessas salas com o objetivo de dar uma nova cara e perspectiva ao local, em parceria com designers de moda e outras empresas da área. Representantes do grupo de direitos dos trabalhadores do sexo, De Rode Draad, criticaram a decisão do governo alegando que isso não iria reduzir o tráfico e criminalidade, apenas aumentaria a concorrência e o valor das janelas restantes.

Em janeiro do ano seguinte, 2008, o conselho da cidade voltou a investir seus esforços contra a indústria, e anunciou planos de fechar a Casa Rosso, o Teatro do Sexo e o clube de strip Bananenbar na área. Com isso, empresários locais criaram a “Plataforma 1012” (1012 é o CEP da área de De Wallen) para se opor a essa investida do governo.

O mesmo grupo não só vetou esses fechamentos como ainda conseguiu a reabertura das janelas fechadas anteriormente pelo governo.

Portanto não houve nenhuma perda líquida de janelas dentro do principal distrito da Red Light, o que indica que as autoridades não tentam se livrar do lugar, apenas querem torná-lo mais seguro para os trabalhadores e para a polícia, como sempre alegaram.

Mulheres

O Museu da Prostituição, que fica no bairro, traz a história do local, números e dados e exibição de documentário sobre os bastidores do que acontece no Red Light. O lugar traz também informações sobre tráfico de pessoas e leva o visitante a refletir sobre a vida das mulheres que trabalham por ali.

Estive lá durante o meu mochilão e de fato, a segurança do local é bem reforçada e atuante. É proibido tirar fotos das mulheres nas vitrines e adianto à vocês que sacar o celular por lá, mesmo que no migué, pode não ser uma boa ideia. Mas a visita é mais do que válida, será praticamente impossível passar por Amsterdã sem pisar no Distrito, mesmo que por acidente.

Publicitário de formação. Imigrante por opção. Viajante em movimento. Encontrou no DPB uma forma de unir as duas coisas que mais gosta, escrever e viajar. Divide sua vida entre carimbos novos no passaporte e documentos editados no word.

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