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Trabalho voluntário na República Tcheca: catarinense conta sua experiência

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Trabalho voluntário na República Tcheca: catarinense conta sua experiência

Formada em administração, a catarinense Beatriz Althoff é apaixonada por viagens. Responsável pela parte administrativa da empresa familiar, sua última aventura foi um intercâmbio temporário, no qual passou 45 dias fazendo trabalho voluntário em escolas da República Tcheca. No projeto da Aiesec, vários participantes tiveram a chance de mostrar o seu país aos alunos e aos outros voluntários de diversas partes do mundo.

Beatriz também já morou na Suíça e, como grande parte dos intercambista, teve a oportunidade de viajar por diversos países. Já esteve na França, Itália, Inglaterra, Chile, Espanha, Holanda, Irlanda, Portugal, Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Hungria, Áustria, Eslováquia e Bélgica. Sua motivação é o desafio de viajar – planejamento, espera e a sensação de poder ver com seus próprios olhos algo que parecia tão distante.

“Muita coisa me motiva, mas a sensação de estar em outro país, experimentando outras culturas tão diversas, conhecendo pessoas diferentes, me colocando em situações que aqui “no meu mundinho” eu não viveria…”

"O jeito mais rápido de adquirir auto confiança é fazer exatamente o que você tem medo"

O lembrete encoraja: “O jeito mais rápido de adquirir auto confiança é fazer exatamente o que você tem medo”. Foto: arquivo pessoal

A vida fora do Brasil

Quando Beatriz morou na Suíça, em 2012, trabalhou por um tempo para uma “Madame” francesa, como ela descreve, herdeira da maior importadora de carros de luxo de Paris. Beatriz conta que teve a oportunidade de visitar a casa da Coco Chanel, onde os pais de sua ex-chefe viviam, em uma das ruas mais ricas de Paris e conhecer o Príncipe de Monaco, Albert, herdeiro do trono do Rei, quando passava férias com a mesma família no sul da França.

“Viver aquela realidade, numa família tão diferente, tão rica, foi muito transformador, me fez ver os reais valores da vida, como família e união. Aquela família era rica de dinheiro, mas completamente desestruturada de amor, possivelmente por conta do dinheiro.”

Beatriz aproveitando seu tempo no exterior.

Beatriz aproveitando seu tempo no exterior. Foto: arquivo pessoal

Já em seu último intercâmbio, agora em 2016, Beatriz tem dois momentos marcantes pra contar. O primeiro, nada agradável, foi quando viajava pela Europa com seu namorado e, exatamente no dia 22 de março, às 7h45 da manhã, chegou ao aeroporto de Bruxelas em meio aos atentados terroristas.

“Foi um momento que nunca vou esquecer na minha vida. Nunca imaginei que um atentado terrorista chegaria a acontecer com algum conhecido meu, quanto mais comigo?”

Passado o susto, Beatriz seguiu caminho para Amsterdã, e no dia 26 de março, foi surpreendia com um pedido de casamento no meio do jardim de Tulipas Keukenhof, marcando essa viagem que ficará para sempre na memória do casal.

O pedido de casamento.

O pedido de casamento. Foto: arquivo pessoal

Trabalho voluntário na República Tcheca

Beatriz passou o período do dia 25 de janeiro a 6 de março de 2016 realizando trabalho voluntário pela República Tcheca através de um programa da Aiesec. Segundo ela, o trabalho era realizado em grupos de 6 jovens, cada um de uma nacionalidade diferente, que tinham o objetivo de apresentar seu país em escolas com crianças e jovens de 8 a 19 anos.

Beatriz com crianças do trabalho voluntário.

Beatriz com crianças do trabalho voluntário. Foto: arquivo pessoal

Cada um dos voluntários moravam em uma família diferente por semana, em cada uma das cidade por onde passavam. Ao todo, Beatriz morou em 5 cidades, com 5 famílias diferentes, e trabalhou em 5 escolas.

“A República Tcheca marcou minha vida também. Me senti muito feliz em todos os momentos, as pessoas que conheci, as famílias e escolas que me acolheram…”

Ainda conforme Beatriz, na República Tcheca as pessoas são muito inseguras, até mesmo um pouco frias, provavelmente porque até pouco tempo era um país fechado para o mundo, parte da União Soviética. Hoje, ainda se acostumando com essa abertura, são um povo curioso e interessado em saber o que o mundo pensa deles, da comida e do país em geral.

Para quem pretende morar ou estudar no exterior, Beatriz aconselha correr atrás, pesquisar e ter força de vontade, pois existem inúmeras oportunidades. Com tudo o que viveu, aprendeu a enfrentar seus medos e incertezas e a ficar mais segura de si e confiante com qualquer desafio que venha a aparecer.

Você pode acompanhar um pouco da rotina de Beatriz aqui.

Designer e especialista em artes visuais, aqui no DPB partilha seus mais interessantes e criativos achados da web. Divide seu tempo entre explorar Dublin, viajar o mundo e alguns outros projetos, como seu Instagram.

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